Pontos de Interesse

Municipio da Guarda

Albufeira do Caldeirão

Albufeira do Caldeirão
A Albufeira do Caldeirão abrange áreas da Freguesia de Maçainhas e das Uniões de Freguesias de Corujeira e Trinta e de Pêro Soares, Mizarela e Vila Soeiro. Localizada no nordeste do Parque Natural da Serra da Estrela, a Albufeira do Caldeirão surge no vale da ribeira que lhe deu o nome e para onde foram desviadas as águas do rio Mondego no final dos anos 80 do séc. XX dando origem à construção de uma barragem, concluída em 1993. Com uma superfície inundável de 66 hectares quando atinge o pleno armazenamento, a barragem em arco, abobadada com dupla curvatura e de betão, tem uma altura de 39 metros acima da sua fundação e um comprimento de coroamento de 122 metros. A capacidade de descarga é de 242 m3 por segundo. A construção deste equipamento veio assegurar o abastecimento de água ao concelho da Guarda e a produção de energia elétrica. A barragem localiza-se em Pêro Soares, criando uma albufeira com 3,5 hm3 de capacidade útil e com uma área de influência que abrange o concelho da Guarda. Na Albufeira são desenvolvidas atividades de lazer e funciona uma das zonas balneares do concelho. 

Cascata da Ribeira do Caldeirão

Cascata da Ribeira do Caldeirão
A formação de gargantas epigénicas depende da relação entre a resistência das rochas e da capacidade da linha de água para esculpir e encaixar-se no substrato rochoso, auxiliada pela presença de áreas de maior fragilidade como falhas e fraturas e trata-se de um processo que decorre há milhões de anos. Em certos locais, como este, onde o desgaste provocado pela adaptação da ribeira é mais acentuado, ocorre a formação de poços com maior profundidade. Situada junto ao paredão da Barragem do Caldeirão, a Cascata da Ribeira do Caldeirão, também conhecida por Cascata Rosa, é umaqueda de água com cerca de 50 metros e poço com 19 metros. Lugar mágico e de uma beleza ímpar, dado ao seu difícil acesso (até à construção dos Passadiços). Esta queda de água natural é conhecida de poucos... há mesmo quem lhe chame o “segredo mais bem guardado de Pêro Soares”. A mescla de tons rosado e alaranjado é devido à oxidação e sulfuretos, salientados pela ação da água nas rochas. Trata-se da maior queda de água que encontrarápelo percurso. Nos Passadiços, aprecie a beleza natural desta cascata na segurança, do Miradouro.

Ponte de Mizarela sobre o rio Mondego

Ponte de Mizarela sobre o rio Mondego
Ponte medieval de tabuleiro plano que une as margens do rio Mondego, entre as localidades de Pêro Soares e de Mizarela, Guarda. Terá sido construída sobre uma ponte pré-existente romana, uma vez que no local confluem dois troços de calçada romana, ainda em perfeitas condições. Segundo fontes orais daquelas localidades, a ponte terá sido alvo de trabalhos de reconstrução no século XVIII. Trata-se de um monumento integralmente construído em granito, com três arcos de volta perfeita, sobre pilares munidos de dois talha mares agudos.

Central Hidroelétrica do Pateiro

Central Hidroelétrica do Pateiro
Há 123 anos, a cidade da Guarda, era a terceira cidade do país e a primeira das Beiras, a estabelecer uma rede de iluminação elétrica pública fornecida por uma central hídrica, a Central do Pateiro, e inaugurando-a em 1 de janeiro de 1899. A central hidroelétrica do Pateiro foi também a segunda do país a entrar em funcionamento, sendo contruída entre 1896 - 1898, no lugar do Pateiro, junto às margens do rio Mondego, e o seu funcionamento consistia essencialmente num açude alcandorado no Alto Mondego, que desviava as águas para uma levada com pouco mais de um quilómetro de extensão, afim de formar uma queda de 45 metros na Central do Pateiro. O empresário ligado à indústria têxtil, Francisco Pinto Balsemão, foi o pioneiro do fornecimento e exploração da rede elétrica da cidade da Guarda e a Empresa de Luz Elétrica da Guarda, Lda., a primeira empresa do género a ser constituída, a 10 de agosto de 1907. Central, ou Fábrica da Luz como é localmente conhecida. 

Açude e levada do Pateiro

Açude e levada do Pateiro
Açude empoleirado no Alto Mondego que desviava as águas do rio para uma levada com quase dois quilómetros de extensão, afim de formar uma queda de 45 metros “alimentando” o movimento das turbinas da Central Hidroelétrica do Pateiro, a primeira a ser construída na Beira Interior e que possibilitou que a Guarda fosse das primeiras cidades do país a ter energia elétrica.

Túnel de Acesso da Água à Albufeira do Caldeirão

Túnel de Acesso da Água à Albufeira do Caldeirão
Túnel que guia as águas desviadas do rio Mondego, para a Barragem do Caldeirão. Esta infraestrutura tem uma extensão de aproximadamente de 2500 metros. As águas do rio Mondego, presas num açude com cerca de 8000 m2, são conduzidas pelo túnel que desemboca na Ribeira do Caldeirão. A barragem fica localizada numa zona conhecida por "garganta do Caldeirão" local ideal para a “formação” da Albufeira do Caldeirão.

Ribeiro dos Moinhos

Ribeiro dos Moinhos
No percurso do ribeiro dos Moinhos, afluente do Mondego, e até à aldeia de Videmonte, existem ruínas de mais de uma dúzia de moinhos, daí o seu nome. Videmonte é uma freguesia conhecida pelo pão, organizando todos os anos um festival que lhe é dedicado, é também das localidades do concelho da Guarda com mais fornos comunitários e particulares ativos. Estes moinhos, entretanto em ruínas, serviam para moer os cereais, cultivo que ainda hoje persiste neste território. O Ribeiro dos Moinhos tem ainda ao longo do seu curso, três belíssimas quedas de água.